O FC Porto é uma das oito melhores equipas da Europa. Por isso mesmo, os Dragões entram em campo em Sevilha para disputar a primeira mão dos quartos de remaining da Liga dos Campeões, frente ao Chelsea. A partir das 20 horas desta quarta-feira (TVI/Eleven Sports activities), o Estádio Ramón Sánchez Pizjuán é palco de um embate da liga das estrelas entre portuenses e londrinos. Na antecâmara da receção – em casa emprestada – aos britânicos, Sérgio Conceição mostrou-se consciente da “tarefa muito difícil” que espera os azuis e brancos. Mesmo assim, o técnico campeão nacional garante: “Temos a nossa equipa pronta e fazemos parte de um clube histórico que, não tendo um orçamento minimamente parecido com essas equipas, consegue bater-se pelo espírito e pela qualidade de jogo”.

A Juventus e o Chelsea
“É um adversário diferente em muitas coisas, na sua dinâmica, no seu processo ofensivo e defensivo. Também nos esquemas táticos é uma equipa diferente da Juventus. Podemos comparar a valia das duas equipas, são duas das melhores do mundo que estão habituadas a jogar ao mais alto nível com jogadores que dispensam apresentações. Estamos conscientes de que vamos ter uma tarefa muito difícil, mas também temos a nossa equipa pronta e fazemos parte de um clube histórico que, não tendo um orçamento minimamente parecido com essas equipas, consegue bater-se pelo espírito e pela qualidade de jogo. O que fizemos contra a Juventus, sem ter muita bola, foi de uma qualidade fantástica em termos táticos.”

Sérgio Oliveira e Mehdi Taremi de fora
“Olhamos muito para o que nós somos. Obviamente que em função da estratégia do jogo e do adversário que vamos ter pela frente. Poderá haver uma ou outra nuance diferente amanhã, sim.”

Luis Díaz
“Eu posso querer de um ala ou extremo que ele fique mais aberto ou que jogue por dentro. Posso querer um avançado que jogue por dentro ou mais colado à linha defensiva para explorar os ataques à profundidade. Isto não tem a ver com ser extremo ou avançado, tem a ver com o espaço que ele ocupa e onde nós temos a bola, que pode potenciar melhor as qualidades do Luis. Por isso, amanhã emblem se verá se temos um Luis a explorar da melhor forma as suas qualidades. Mas não é só o Luis, são todos os jogadores da equipa, temos de perceber quais as fragilidades do adversário e isso faz parte da estratégia para o jogo.”

Nível de crença
“O acreditar faz parte desta casa. Vocês conhecem aquilo que nós somos, o nosso histórico, e eu acho que quem não acreditar que é possível ganhar o próximo jogo não pode vestir esta camisola. O que nós acreditamos, sem pensar muito à frente, é em preparar da melhor forma este jogo para defrontar o Chelsea e tentar ganhar esse jogo. Essa crença, essa ambição que todos nós temos aqui, está patente no nosso dia a dia e o mais importante para nós é pensarmos no futuro próximo. E o futuro próximo é o jogo com o Chelsea, isso é o que nos interessa.”

“No FC Porto não há impossíveis”
“Na vida não há impossíveis, principalmente no desporto em geral e no futebol. Vão-se defrontar duas equipas, cada uma com as suas valias, com uma ideia de jogo bem patente na demonstração que o Chelsea e o FC Porto fazem semanalmente. Obviamente que olhamos para o Chelsea e vemos que esses testes semanais são bem mais competitivos que os nossos. Vocês podem ver que os jogos do Chelsea são todos de um nível de dificuldade enormíssimo, e isso é uma vantagem para eles. De qualquer das maneiras quando se entra em campo não se entra a pensar que nós gastámos 25 milhões de euros e o Chelsea 250 milhões. Não vamos pensar que o Evanilson foi o jogador mais caro, por eight milhões, e o mais caro do Chelsea foi o Havertz, por 80. Se vamos pensar nisso as equipas que jogam connosco na Liga podiam pensar no mesmo. Quando se entra em campo entram onze contra onze, com uma estratégia definida de acordo com a ideia de jogo de cada equipa. Podendo ter uma ou outra variante do jogo para defrontar especificamente este adversário, mas a partir daí não há impossíveis. Tudo é possível.”

Apoio dos adeptos no Olival
“Claro que nós gostaríamos de jogar em casa no Dragão, na nossa casa, onde estamos habituados. O Pepe falou das cores, a força do azul, dos Dragões no nosso balneário e quando entramos em campo… Mas isto é como uma casa, se nós olharmos para a casa ela só faz sentido com a família lá dentro. E de há um bom tempo a esta parte essa família tem estado de fora, que são os adeptos. Acho que não há grande diferença entre jogarmos no Dragão ou em Sevilha porque a força do clube, que são os adeptos, tem estado de fora. Hoje estão aqui a apoiar-nos, agradecemos-lhes, é importante esse apoio estar sempre presente e eu gostava de ver também no próximo jogo com o Tondela, porque eles têm sido verdadeiramente incansáveis na paixão que têm. No fundo isso é aquilo que nós tentamos levar para o campo, porque só assim é que se conseguem fazer jogos como fizemos nesta Liga dos Campeões.”

Derrota do Chelsea no fim de semana
“Vocês sabem que o Thiago Silva foi expulso na primeira parte e que o jogo teve um desenrolar diferente. O Chelsea até este último jogo tinha sido extremamente competente, não perdeu nenhum jogo na Liga dos Campeões, é a segunda defesa menos batida na Liga dos Campeões e também na Liga Inglesa. É uma equipa competente, e quando acontecem estas derrotas isso serve de alerta. Se quer a minha opinião, preferia que eles tivessem ganho o último jogo. Porque estas situações fazem tocar a sirene e meter toda a gente mais alerta, mais desperta para o perigo, e eu sinceramente não gosto muito destas derrotas.”

Elogios da imprensa internacional
“É exatamente igual. A motivação é sempre a mesma, a preparação dos jogos e o rigor com que os preparamos são iguais. Poderá levar mais tempo, por não serem equipas do nosso campeonato e que os jogadores conheçam bem, mas eles conhecem o Chelsea, os jogadores do Chelsea e como é que eles jogam com o Tuchel. Mas temos de estar um bocadinho mais informados numa ou outra situação. O Tondela também me coloca diferentes problemas do Farense ou do Santa Clara, isso também é motivador. Se olharmos de uma forma mais geral para isso é verdade que em 60 ou 70 por cento do tempo jogamos em ataque organizado. Na Liga dos Campeões é mais dividido, passamos mais tempo no nosso meio campo defensivo. Mas são situações que temos de perceber o que fazer, quando temos bola e quando não temos. Não quer dizer que defender mais alto ou mais baixo seja mais fácil. Dentro dos diferentes momentos do jogo há sempre a dificuldade de o preparar e a minha motivação de o fazer. Faço-o da mesma forma num jogo da Taça contra o Fabril ou num jogo da Liga dos Campeões. Eu sou assim e vivo os jogos exatamente da mesma maneira. Se me perguntarem se gosto de jogar com o Chelsea nos quartos de remaining da Liga dos Campeões, obviamente que sim. Prefiro estar nos quartos de remaining da Liga dos Campeões do que jogar um jogo da Taça de Portugal contra uma equipa do terceiro escalão, por muito respeito que mereça essa equipa. Mas a preparação e a motivação com que a faço são exatamente as mesmas.”

Observação do adversário
“Na análise ao Chelsea, e vou confidenciar, praticamente não entrou esse último jogo. Entraram outros jogos que eles fizeram antes desse, nomeadamente os da Liga dos Campeões frente ao Atlético de Madrid, mas não entrou esse. Até porque o perfil das equipas muda jogando em inferioridade numérica. O Tuchel é um treinador que é capaz de mudar mesmo ganhando, já em França fazia o mesmo no PSG. Joga com dois homens atrás do avançado ou joga com dois homens na frente, como na primeira eliminatória com o Atlético de Madrid. Cabe-nos a nós analisar essa dinâmica, eu vi o último jogo que eles fizeram, mas não apresentámos imagens aos jogadores desse jogo.”

Ausência de Sérgio Oliveira
“Nós gostaríamos de ter toda a gente disponível, nomeadamente esses dois que não podem jogar por castigo, o Mehdi Taremi e o Sérgio. Pode mudar alguma coisa, mas não em relação especificamente ao Sérgio. Em relação à estratégia que temos para o jogo. Se o Sérgio jogasse, a estratégia seria exatamente igual. Mas estamos a falar do melhor marcador da equipa, de um jogador importante e cuja ausência não é fácil de colmatar. Mas eu estou aqui para arranjar soluções. Não vamos mudar a nossa forma de olhar para o jogo só porque faltam dois jogadores que têm jogado regularmente.

Marcano na comitiva, apesar de não poder jogar
“Eu pensei em levar toda a gente, aliás o Marcano vai connosco mesmo não estando inscrito na Liga dos Campeões, mas é importante que eles fiquem. Nomeadamente por terem jogado muito e porque o Sérgio tem um pequeno problema físico que terá de recuperar. Estas viagens desgastam-nos, se não iriam connosco.”

Poderio londrino
“Tem vários pontos fortes que são extremamente desafiantes de tentar anular. Vocês sabem que o Werner é um jogador que ataca constantemente a profundidade e que tem dois jogadores atrás, o Ziyech e o Havertz, que jogam muito bem como alas por dentro. Por fora têm o Marcos Alonso e o Reece James, que são muito bons de trás para a frente. Têm muitos pontos fortes que são um verdadeiro desafio e uma motivação para a preparação do jogo.”





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