Restrição de entrada de cidadãos oriundos da Grã-Bretanha em solo espanhol termina esta terça-feira, pelo que o “Sánchez Pizjuán” é forte hipótese para receber a primeira mão e, sabe O JOGO, também a segunda.

As restrições à circulação entre Portugal e o Reino Unido, provocadas pela pandemia de covid-19, vão, ao que tudo indica, levar a eliminatória entre o FC Porto e o Chelsea a ser disputada fora das cidades de origem dos dois clubes.

O prolongamento da suspensão de voos entre os dois países até 15 de abril, decretado ontem pelo Governo português, criou um problema logístico que os responsáveis das duas equipas estão a tentar resolver juntamente com a UEFA. A confirmação oficial do native surgirá depois de os portistas esgotarem todas as tentativas junto das autoridades nacionais para que seja aberto um regime de exceção, cenário que se perspetiva bastante difícil, até porque seria a primeira vez que tal sucederia. De qualquer das formas, já começaram a ser estudados locais alternativos e o estádio do Sevilha, Ramón Sánchez Pizjuán, surge como a hipótese mais forte para receber o jogo da primeira mão, a 7 de abril, e, sabe O JOGO, também o da segunda, agendado para o dia 13.

A hipótese Espanha surgiu pelo facto de as fronteiras do país vizinho se reabrirem novamente a partir de amanhã a passageiros oriundos do Reino Unido. Para o FC Porto, quase se poderia dizer que seria ouro sobre azul, porque significaria uma deslocação relativamente rápida de avião, fosse para Madrid, Sevilha (ambas a cerca de uma hora) ou Barcelona (1h40), por exemplo, permitindo à equipa regressar rapidamente a casa para iniciar a preparação da visita a Tondela, no fim de semana seguinte, para o campeonato. Numa altura em que os encontros se sucedem a um ritmo alucinante, quanto menos tempo passarem em viagens melhor será para os portistas, que até têm boas recordações da cidade que surge como a mais forte possibilidade para receber os dois jogos. Afinal, foi na capital da Andaluzia, no Estádio Olímpico de La Cartuja, que em 2003 venceram a Taça UEFA, frente a uma equipa… britânica (Celtic).

Na base da mudança dos dois jogos para campo neutro, à semelhança do que sucedeu no passado com a eliminatória entre o Benfica e o Arsenal, da Liga Europa, e que também atirou com o Portugal-Azerbaijão para Turim (Itália), estão as medidas de combate ao novo coronavírus decretadas pelos dois países. Apesar de Portugal ter deixado de pertencer à lista vermelha de países considerados potencialmente perigosos pelo Reino Unido a 15 de março, o Ministério da Administração Interna, liderado por Eduardo Cabrita, informou ontem que os voos de e para território britânico estão proibidos por mais 15 dias, numa tentativa de conter a propagação da denominada estirpe britânica. Embora a lei inglesa preveja um regime de exceção para desportistas, da qual o FC Porto já beneficiou na deslocação a Manchester, durante a fase de grupos da Liga dos Campeões, a portuguesa não. As autoridades lusas só permitem voos de natureza humanitária, de repatriamento de cidadãos nacionais, de membros das respetivas famílias e de titulares de autorização de residência em Portugal. Além disso, à chegada qualquer cidadão está obrigado a cumprir “um período de 14 dias de quarentena no domicílio ou em native indicado pelas autoridades de saúde”, o que para a equipa portista seria impraticável, tendo em conta a calendarização do campeonato.





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