Ultrapassada a “surpresa” inicial do convite dos azuis e brancos para se mudar para a Europa, o colombiano melhorou a produção em relação à época passada e não esconde o sonho de ainda jogar em Inglaterra. Sobre a Champions, o colombiano acredita em eliminar o Chelsea.

Passaram mais de duas semanas desde que o FC Porto garantiu presença nos quartos de closing da Liga dos Campeões, mas a qualificação heroica em Turim, frente à Juventus, continua a ser tema de conversa noutras latitudes. Matheus Uribe foi recentemente entrevistado no programa “Balón Dividido”, da ESPN Colômbia, e o assunto veio à baila, até porque Cristiano Ronaldo e companhia eram vistos como candidatos à conquista da “orelhuda”.

“Estamos muito contentes. Celebrámos a passagem aos quartos de closing com alma”, começou por referir o médio, que considerou este sucesso “um prémio por todo o trabalho” que os dragões têm realizado na competição de clubes mais importante do mundo. “Toda a gente nos vê como a equipa mais débil dos quartos de closing, mas não nos ofereceram nada. Se estamos aqui, é porque merecemos e porque trabalhámos para isso”, sublinhou o internacional colombiano, que encara a eliminatória com o Chelsea com otimismo.

“Com todo o respeito por todas as outras equipas que estão nos quartos de closing, mas o FC Porto está aí para lutar com qualquer uma e estamos preparados para isso. Temos equipa para enfrentar estes quartos de closing e esperemos que, com a ajuda de Deus, possamos dar esse grande passo que desejamos”, afirmou.

Desde a saída de Danilo para o Paris Saint-Germain que Uribe passou a preocupar-se mais “com os equilíbrios” e em ser “o médio mais recuperador”, mas o facto de desempenhar “um papel totalmente diferente” do que tinha no América não o tem impedido de causar mossa na baliza dos adversários. Esta temporada já marcou por quatro ocasiões – em 2019/20 só o fez por uma vez – e a maioria dos desempenhos tem merecido análises bastante positivas por parte da crítica. Por isso, ainda não deu como extinto o sonho de miúdo de jogar na Premier League.

“Não é segredo nenhum que é a melhor liga do mundo. Sempre foi um dos meus objetivos e ninguém mo poderá tirar da cabeça até que eu, ou o futebol, me digam que já não dá. Ou então até pode ser que me surpreendam com um “vamos””, explicou Matheus, que até ao FC Porto lhe bater à porta chegou a pensar que as hipóteses de chegar ao futebol europeu tinham acabado. “Quando surgiu a oportunidade de jogar na Europa, tinha 28 anos e meio e já through essa oportunidade como muito distante, porque não é segredo nenhum que as movimentações de mercado acontecem entre os 20, 22 ou 23 anos. Se não estás na Europa, chegar passa a ser difícil. Mas para surpresa minha, porque na verdade surpreendeu-me, surgiu a oportunidade de vir para o FC Porto, de jogar a primeira Champions e de chegar aos quartos de closing. É a prova de que quando trabalhas e te concentras num objetivo, a vida, Deus e o futebol proporcionam-te muitas surpresas”, sustentou.

O que Uribe acabou por encontrar no FC Porto, de resto, não tem comparação com os outros clubes que representou ao longo da carreira. “América e Nacional são equipas muito grandes nos seus campeonatos, mas a organização no FC Porto é uma coisa grande”, afiançou o atleta de 30 anos, que descreve os dragões como “um clube com muita força, com grande organização, que acompanha as famílias e não se preocupa apenas que o jogador esteja bem futebolisticamente”.

“Isso foi o que mais me surpreendeu desde que cheguei: o acompanhamento às famílias, as pessoas que trabalham à volta no FC Porto, não só os treinadores ou os jogadores. Há muito gente que não se vê mas que faz com que os jogadores estejam bem e dá tranquilidade à suas famílias”, assegurou Uribe, atualmente na Invicta pelo facto de os jogos da seleção “cafetera” terem sido adiados para o verão.





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