Um dos grandes nomes da história do futebol italiano frisa as qualidades evidenciadas pela equipa de Sérgio Conceição no jogo de Turim, frente à Juventus.

Arrigo Sacchi é, por direito próprio, um dos grandes nomes do futebol italiano – e mundial – e, vários anos depois de deixar os bancos, continua a ser frequentemente consultado para dar o seu ponto de vista sobre a atualidade do desporto rei.

Foi o que aconteceu com o jogo entre Juventus e FC Porto, que os italianos venceram, por 3-2, mas que terminou com a eliminação “bianconera” da Liga dos Campeões: os dragões beneficiaram dos golos apontados fora de portas, depois de terem vencido por 2-1 no Estádio do Dragão. Sacchi falou à Gazzetta dello Sport sobre a partida dos “oitavos” da Champions e teceu elogios à postura da equipa portuguesa.

“Neste momento, [o FC Porto] não é um clube europeu de primeiro nível, mas é uma equipa muito organizada, que se transfer de forma harmoniosa”, começou por referir o ex-treinador, que conduziu o Milan a duas Taças dos Campeões Europeus (entre outros títulos).

“Sai sempre a jogar com a bola dominada, tem criativos e jogadores técnicos funcionais para a ideia de futebol que querem praticar. Além disso, mostrou muita motivação e coragem”, acrescentou Arrigo Sacchi, de 74 anos, antes de fazer uma comparação entre o desenvolvimento do futebol português e a “quebra” do “calcio”:

“O futebol português está a crescer, ao contrário do nosso. Em Portugal, como em Espanha, Holanda, América do Sul e no resto do Mundo, as emoções, o entretenimento e o bem jogar são componentes essenciais. Aqui [em Itália] não: temos uma história que nos condena. No estrangeiro joga-se de forma completamente diferente. No planeta, é um desporto coletivo e ofensivo. Connosco, é, por norma, mais individualizado e defensivo”, rematou.





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