O FC Porto qualificou-se para os quartos de closing da Liga dos Campeões e está merecidamente entre as oito melhores equipas da Europa. Depois da vitória por 2-1 na primeira mão, disputada no Estádio do Dragão, o coletivo portista foi a Turim perder por 3-2 diante da Juventus, após prolongamento, mas o triunfo na eliminatória foi azul e branco. Mesmo em inferioridade numérica, o FC Porto voltou a demonstrar que é um clube diferente e que não se rende jamais, mesmo quando não luta com as mesmas armas que os adversários, como foi o caso deste jogo.

Não faltou animação à primeira parte deste Juventus-FC Porto. Ainda o relógio não tinha chegado aos dois minutos de jogo e já Matheus Uribe ameaçava o golo com um remate ao lado à entrada da área, mas a eneacampeã italiana respondeu no lance seguinte com Morata a proporcionar uma grande defesa a Marchesín (3m). Do outro lado, Zaidu levou a melhor sobre Cuadrado e serviu Mehdi Taremi em posição privilegiada, mas o primeiro remate do avançado iraniano foi travado por Bonucci e a recarga esbarrou na trave (6m). Numa das muitas investidas portistas à área da Juventus, Demiral fez falta para penálti sobre Mehdi Taremi e Sérgio Oliveira não perdoou da marca dos 11 metros, dando vantagem ao FC Porto em Turim (19m).

Os campeões nacionais protagonizaram uma exibição a roçar a perfeição nos 45 minutos iniciais e até poderiam ter aumentado a vantagem no caminho para o intervalo: Tecatito Corona não foi feliz na definição de um contra-ataque em superioridade numérica (24m) e Otávio não ficou muito atrás do mexicano emblem a seguir, permitindo mais uma defesa a Szczęsny (25m). Para se ter uma ideia da grandíssima efficiency portista até aqui, por esta altura o FC Porto tinha oito remates contra apenas dois da Juventus. Antes de Björn Kuipers apitar para o intervalo, Morata voltou a testar os reflexos de Marchesín, mas o guarda-redes argentino levou novamente a melhor sobre o avançado espanhol (27m).

O arranque da etapa complementar foi terrível para o FC Porto: depois de Chiesa empatar para a Juventus (49m), Mehdi Taremi viu dois cartões amarelos em dois minutos e deixou os Dragões em inferioridade numérica com uma eternidade para jogar (54m). A equipa italiana aumentou a pressão e igualou a eliminatória pouco depois da expulsão do avançado iraniano, novamente por intermédio de Chiesa (63m). O extremo italiano foi a figura maior da Juventus e viu Marchsesín negar-lhe o hat-trick com mais uma grande defesa (82m), antes de Malang Sarr rematar forte mas à figura de Szczęsny (83m) e de Marega atirar à malha lateral já dentro da área (85m). Já em período de compensação do tempo regulamentar, Cuadrado acertou em cheio na trave (90m+3).

O primeiro lance digno de registo no prolongamento pertenceu ao FC Porto: Tecatito Corona fez a magia do costume e cruzou para Marega, mas o cabeceamento do maliano terminou nas luvas do guarda-redes polaco da Juventus (98m). No lance seguinte, Björn Kuipers não teve coragem para mostrar o segundo cartão amarelo a Chiesa depois de uma entrada dura sobre Tecatito Corona (99m). Mesmo com menos um jogador em campo, o FC Porto manteve uma postura estoica e nunca se vergou perante a pressão da eneacampeã italiana. Quando o desempate por penáltis parecia um cenário inevitável, Sérgio Oliveira encheu-se de fé e fez o 2-2 na marcação de um livre direto rasteiro que Szczęsny foi incapaz de travar, empurrando o FC Porto para os quartos de closing da Liga dos Campeões e levando a Nação Porto à loucura (115m).

Rabiot ainda recolocou a Juventus em vantagem no jogo no minuto seguinte (116m), mas a vitória na eliminatória não fugiu ao FC Porto, que deu o que tinha e o que não tinha para estar entre as oito melhores equipas da Europa. Há derrotas que ficam para a história e esta é uma delas, mas pelos melhores motivos. Esta noite, em Turim, o FC Porto escreveu um autêntico handbook do que é fazer das tripas coração e resistiu a tudo para estar orgulhosamente nos quartos de closing da maior competição de clubes do planeta. Ainda há quem tenha dúvidas de que o FC Porto representa Portugal na Europa como ninguém? Se há, é só ver este Juventus-FC Porto.





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