Declarações de Eduardo Oliveira, fisiologista da equipa principal do FC Porto.

Eduardo Oliveira, fisiologista da equipa principal do FC Porto, fez esta quinta-feira o balanço de um ano de covid-19

“Nunca pensei vivenciar uma experiência destas. Fico até um pouco emocionado a falar nisso, porque desporto é liberdade, é o expoente máximo da expressão da cultura. É um momento de paz e de congruência de valores perante o desporto”, começou por dizer, destacando o empenho de todo o grupo de trabalho, principalmente em período de confinamento.

“O objetivo de vencer estava muito bem definido, a vontade de vencer period muito grande e a forma como os atletas trabalharam em casa foi exemplar. Deu-lhes um sentido de responsabilidade e de autodisciplina, porque eles percebiam claramente porque realizavam aquele tipo de exercícios. Este tipo de abordagem no período de confinamento aumentou o nível de responsabilidade dos próprios jogadores. Aumentou-lhe a disciplina, que eles já tinham, mas esta abordagem levou-os a uma resiliência e a um princípio de superação que foi exemplar, apontou.

“Uma das primeiras abordagens que tivemos de realizar foi perceber quais eram as necessidades em termos de capacidades para que os atletas treinassem em casa durante esse tempo de confinamento. Em função disso, foi fantástico ver pela forma como o clube conseguiu disponibilizar o materials que period decisivo para que os atletas mantivessem esse trabalho em casa em função também do espaço que dispunham. De uma forma rápida, foi feito esse levantamento para saber se viviam em moradias ou apartamentos e de que forma conseguíamos ajustar o programa de treino. Esta abordagem multidisciplinar, tendo em conta todas as valências necessárias para o alto rendimento, foram cumpridas e mantidas durante o período de confinamento para que, quando soubéssemos a knowledge do retorno à atividade e do período competitivo, os atletas estivessem no máximo da capacidade.

Eduardo Oliveira apontou para “dois pontos importantes”. “Um é o efeito que o confinamento teve no retorno à competição. Há alguma literatura já publicada nesse sentido, estamos a falar de artigos científicos bem realizados e estruturados. Percebe-se que é possível manter o rendimento dos jogadores do ponto de vista aeróbio. Provavelmente a abordagem do ponto de vista de potência e de força não obteve os mesmos resultados do trabalho do ponto de vista aeróbio. Estou a referir-me essencialmente a estudos realizados na Série A italiana. Através desses resultados podemos utilizá-los para melhorar o processo de treino na eventualidade de estarmos perante um novo confinamento. Uma outra perspetiva está relacionada com a saúde do jogador, após um cenário de covid. Ainda é necessária mais investigação, ainda não existe muita literatura publicada para perceber quem foi positivo, mas assintomático, quem foi positivo com sintomas, da efficiency a curto, a médio e a longo prazo. Neste caso é necessária mais investigação. Aquilo que vamos obtendo dos nossos dados diários é que conseguimos manter uma efficiency dos jogadores, mas que está sempre dependente dos sintomas que eles tiveram. Mas precisamos de mais investigação nesta área”, concluiu.





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