Esta quarta-feira, a partir das 20h15 (TVI), o FC Porto recebe o SC Braga, no Estádio do Dragão, em jogo a contar para a segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal. Na antevisão do encontro em que se discute a presença na closing da prova rainha, Sérgio Conceição reconheceu a tremenda qualidade do adversário que os azuis e brancos terão pela frente, “mas um clube grande vive assim, de presenças em finais e jogos importantes que dão títulos”. A primeira mão, disputada no Municipal de Braga, terminou empatada (1-1): Mehdi Taremi marcou para o FC Porto e Fransérgio fez o golo do SC Braga.

Estar na closing é o objetivo
“Não posso controlar a atitude do SC Braga e a postura em campo, mas posso perceber o que o SC Braga faz, a dinâmica que tem e os pontos mais fortes para os quais temos de estar precavidos. É uma meia-final e a presença na closing tem de ser decidida amanhã. Ambas as equipas querem estar na closing e nós, se conseguirmos, será a terceira closing em três anos e meio que estou aqui. Mas um clube grande vive assim, de presenças em finais e jogos importantes que dão títulos. Queremos fazer um bom jogo e estar novamente na closing da Taça de Portugal.”

A linha defensiva e o bom futebol do SC Braga
“A linha em si não quer dizer nada. Há algumas equipas que têm uma linha defensiva de quatro que depois passa a seis quando os alas baixam. É uma equipa muito bem trabalhada, com um excelente treinador e com jogadores acima da média que fazem parte de um clube grande. Conheço bem a ambição daquelas pessoas porque tive o prazer de trabalhar lá. Há que realçar o bom leque de jogadores que tem e o bom futebol que pratica. Para mim, a ver, é a melhor equipa a jogar em Portugal. Quando tem bola, talvez seja a melhor equipa a jogar em Portugal neste momento.”

A importância da Taça de Portugal
“Tem a importância que tem. O nosso primeiro objetivo é o campeonato e ainda não acabou, mas obviamente que está mais difícil. Este jogo permite-nos estar numa closing e estar mais próximo de conquistar um título. As vitórias servem para isso, para conquistar títulos. Amanhã temos a possibilidade de passar este jogo, se formos competentes, e estar em mais uma closing que vale um troféu importante.”

As situações normais de um jogo de futebol
“Aquilo que se passa no campo fica no campo, com os intervenientes. Se for a contar tudo o já disse a adversários ou eles a mim… Faz parte de tudo aquilo que se passa num desporto apaixonante e emocionante, que leva o ser humano ao limite. Se fosse a contar tudo, começava hoje e só acabava daqui a dez anos. Mas se calhar o que se diz antes ou depois dos jogos é mais importante do que os bons jogos que fizemos em Braga e contra o Sporting. No último jogo não permitimos um remate enquadrado e tivemos várias ocasiões para marcar. Foi um jogo bem conseguido do FC Porto e ninguém fala disso. Só se fala de coisas menos bonitas ou menos importantes. Não vou dizer o que o Nuno Santos ou o Pedro Gonçalves disseram ao nosso banco e aos jogadores do FC Porto, pois há quem use isso para mascarar as coisas mais importantes, mas faz parte, pois é o que vende. Parece-me que muita gente comenta o que se passa à volta do futebol, mas também há muita gente que comenta e que percebe. Fizemos uma grandíssima exibição frente à Juventus e o FC Porto venceu a Juventus pela primeira vez na história, mas fizeram-se programas sobre isso? Não, não há tempo para falar sobre o verdadeiro jogo de futebol. Quem é apaixonado pelo futebol, fala do jogo, quem é subserviente e anda aqui para ter o seu tachinho fala do que anda à volta do futebol. Em Braga fizemos grandes jogos até ficarmos reduzidos a dez e a nove, mas o SC Braga também teve mérito por acreditar e conseguiu empatar os dois jogos. Amanhã será outro jogo.”

A densidade competitiva
“Somos das equipas com mais jogos, é um facto. Estamos a falar, por exemplo, da fase de grupos da Liga dos Campões, em que, além das viagens, o nível é muito alto. O desgaste é muito grande. São jogos que requerem muita concentração e muito foco. Depois, nas provas internas, queremos manter o mesmo foco e a mesma concentração competitiva. Temos tido uma densidade competitiva incrível, mas nunca justifiquei nenhum resultado com isso. Não me queixo pois temos um plantel apetrechado de jogadores para dar boas respostas em todas as competições, mas é impossível haver igualdade quando comparado com outras equipas. Jogar em igualdade é ter o mesmo tempo de descanso e o mesmo número de jogadores em campo. Isso é defrontar um adversário em igualdade.”

Discutir a calendarização e o tempo útil de jogo
“Penso que é importantíssimo discutir a calendarização, mas não só. Numa reunião promovida pela UEFA com os treinadores que estão na Liga dos Campeões, o tema principal foi o tempo útil de jogo, mas o VAR também foi discutido e partilhámos algumas ideias. Nas competições europeias há um ritmo acima da média. Depois do último jogo contra o Sporting fui para casa e vi o jogo outra vez, pois queria que analisassem o tempo útil de jogo. E a realidade é que o jogo estava sempre a parar. Para meu espanto, na manhã seguinte, soube que o tempo útil de jogo foi de 47/48 minutos, o que é baixíssimo. Já levei um processo por ter acertado no tempo de compensação do jogo com o Marítimo. Há jogadores que podem precisar de assistência, como é óbvio, mas depois tem de se ver o tempo de compensação que tem de se dar. Contra o Sporting houve cinco paragens para substituições, oito jogadores que entraram, duas vezes em que o árbitro foi aos bancos e as paragens para assistência médica. Perante tudo isto, só três minutos de compensação? Três minutos eram só para as substituições. Tem que haver uma reflexão por parte de toda a gente, pois é muito importante falar sobre isto, para haver competitividade em Portugal e para fazermos boa figura nas competições europeias. Tenho alertado para isso porque tenho sentido isso na pele.”

Pepe e Sérgio Oliveira
“Hoje não treinaram com o grupo, estão em dificuldade e não sabemos se será possível a utilização deles. São situações que ficarão mais claras para nós com o passar das horas.”

Marcano
“O Marcano voltou agora à competição. É um elemento importante para o grupo de trabalho e possivelmente poderá ir para estágio connosco, mas o ritmo competitivo ainda é baixo. Temos de ter atenção e precaução para que entre verdadeiramente forte e com confiança naquilo que faz no jogo. Jogamos a um nível elevado e os jogos são decisivos, não podemos ter dúvidas em relação ao estado físico ou anímico de um jogador. Toda a gente tem que estar no máximo das suas capacidades.”





Supply hyperlink

Wordpress Social Share Plugin powered by Ultimatelysocial