Além do calendário apertado, Sérgio Conceição também abordou o tempo útil de jogo, tema sobre o qual considera urgente haver uma reflexão. Pelo meio, algumas ‘farpas’ ao Sporting na sequência do último clássico que terminou com empate a zero.

 

«É importantíssimo (um debate sobre o tempo útil de jogo). Não é por acaso que esse foi um dos temas abordados nas últimas três reuniões da UEFA. Ricardo Horta falou disso e tem a sua razão porque não é fácil porque o SC Braga defrontou uma equipa (Roma, na Liga Europa) que defrontámos recentemente na Liga dos Campeões e nos criou muitas dificuldades. Nas competições europeias o ritmo é acima da média e tudo é diferente na forma de abordar o jogo», começou por dizer o técnico dos dragões antes de se virar para o clássico com o Sporting:

 

– Após o jogo, cheguei a casa e fui rever a partida. Às quatro da manhã estava a trocar mensagens porque queria que analisassem o tempo útil de jogo. A cada 15, 10, cinco segundos o jogo parava. Literalmente. Para meu espanto, após a nossa pesquisa, o tempo útil de jogo foi cerca de 47 minutos, o que é baixíssimo. Não quero falar muito disso porque depois mete os árbitros e após o jogo com o Marítimo levei um processo porque acertei no tempo de compensação. Sobre os tempos de paragem, quando um jogador precisa de ser assistido a equipa médica tem de entrar em campo e depois é ver o tempo de compensação. Houve substituições, duas vezes em que o árbitro foi aos bancos, uma ou duas vezes em que as equipas médicas entraram em campo… e o árbitro dá três minutos de compensação? Isso seria só pelas substituições.

 

«Tem de haver reflexão de toda a gente, dos intervenientes diretos e indiretos no futebol, para haver competitividade em Portugal e chegarmos à Europa e fazermos boa figura», rematou.



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