Treinador dos dragões abordou a importância de se fazer uma reflexão sobre o tempo útil de jogo no futebol português.

Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, em conferência de Imprensa de antevisão ao segundo jogo das meias-finais da Taça de Portugal, frente ao Braga, foi questionado sobre se é essential fazer uma reflexão sobre o tempo útil de jogo e sobre a calendarização do futebol português.

“Penso que sim, é importantíssimo, não só sobre a calendarização. Não é por acaso que em duas reuniões [da UEFA] o tema principal foi mesmo esse, o tempo útil de jogo. Reunião promovida pela UEFA, entre treinadores presentes na Champions, o VAR obviamente foi discutido também, e depois foi o tempo útil de jogo”, começou por dizer, recordando as palavras de André Horta após a eliminação do Braga da Liga Europa.

“Aquilo que o André Horta disse, mas também outros treinadores dizem, de quando chegamos a Europa [as equipas portugueses terem dificuldades], se calhar tem a sua razão. Não é fácil, o Braga defrontou uma equipa que nos criou dificuldades incríveis na Champions há bem pouco tempo, clube de top-5 em Itália, não é fácil. Encontramos um ritmo acima da média, é tudo diferente nesta forma de abordar o jogo”, continuou, falando depois do clássico com o Sporting.

“Vou confessar, no último jogo, fui ver o jogo outra vez, eram 4h00 e estávamos a trocar mensagens, porque queria que analisassem o tempo útil de jogo. Em cada 15 segundos, o jogo parava. Para meu espanto de manhã, através de várias pesquisas que fizemos, o tempo de jogo útil oficial foram cerca 46 minutos. É baixíssimo. E depois mais grave é, não sei… Não quero entrar muito por aqui. Falei aqui uma vez que se tivessem de dar 10 minutos, 12, davam e levei um processo por causa disso. Por acaso o marítimo foi jogar contra nós e houve mesmo 10 minutos de compensação e não é que levei um processo por causa disso? Porque acertei no tempo de compensação. Tem de ser ver o tempo de compensação que se tem de dar, não acredito que com três tempos de substituição para cada uma das equipas, cinco paragens, duas vezes que o árbitro foi ao banco, entradas das equipas médicas em campo, dá três minutos? Três minutos devia ser só pelas substituições”, disse ainda, para depois concluir:

“Tem de haver uma reflexão de toda a gente. Intervenientes diretos e indiretos. É muito importante falar sobre isto, para haver competitividade em Portugal e para fazermos boas figuras na Europa. Há reunião agendada para amanhã para começar a debater estes temas que são essenciais.”





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