Mensagem do presidente do FC Porto no Relatório e Contas Consolidado entregue na CMVM.

A mensagem de Pinto da Costa no Relatório e Contas Consolidado entregue na CMVM recorda “os tempos são dos mais duros de que qualquer pessoa se pode lembrar”, à boleia de uma pandemia que, como recorda o presidente da SAD do FC Porto, colocou dificuldades a todas as empresas.

“O FC Porto não é exceção, mas nem por isso deixou de ser possível apresentar um exercício extremamente positivo neste primeiro semestre de 2020/21. O resultado líquido de 34 milhões de euros que aqui divulgamos é uma consequência da qualidade do trabalho nesta sociedade, que tem como objetivo primordial alcançar sucesso desportivo que permita alavancar benefícios financeiros”, refere o líder portista.

Para Pinto da Costa, os resultados do primeiro semestre “só não são ainda mais favoráveis por causa de uma sequência de decisões incompreensíveis das autoridades nacionais, que, ao insistirem na realização dos jogos de futebol à porta fechada, têm privado os clubes da possibilidade de angariar mais receitas”.

“A exigência da presença de público nos estádios não parte de qualquer atitude de desvalorização ou irresponsabilidade face à situação pandémica, mas apenas da constatação de que em muitos momentos do último ano foi possível, em Portugal, assistir em espaços fechados a eventos de diversa natureza com presença de dezenas, centenas ou milhares de pessoas, como comícios políticos, congressos partidários, concertos de música, espetáculos de comédia ou touradas”, enumera.

Por tudo isto, o líder dos dragões é da opinião que “o futebol foi sempre uma exceção e foi votado ao desprezo”.

“Se dúvidas houvesse sobre isto, confirma-o a realização de jogos de teste com presença de poucos milhares de adeptos nos estádios, como foi o caso, em outubro, do FC Porto-Olympiacos. A organização perfeita desse encontro foi unanimemente reconhecida, e tanto quanto sei o mesmo aconteceu nos outros recintos do país onde houve outros testes. Mas se os testes tiveram nota positiva e mesmo assim não passaram disso mesmo – de testes sem quaisquer consequências nas semanas ou meses seguintes -, isso significa que provavelmente só serviam para uma coisa: se calhar até se preferia que corressem mal, para que se passasse a poder com propriedade rejeitar as legítimas aspirações dos clubes quanto à presença dos seus adeptos nos estádios”, ironiza.

Pinto da Costa encerra a mensagem a lembrar que “ser do FC Porto é, por norma, enfrentar contrariedades e fazer das fraquezas que nos querem impor forças com que acabamos por confrontar os outros”. “É assim no domínio desportivo, tem de ser assim ao nível económico, e será assim que cumpriremos o acordo com a UEFA relativo ao honest play financeiro”, conclui.





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