O avançado Taremi já é o jogador com maior participação nos golos do FC Porto: 60% dos últimos dez passaram por ele

Se foi golo do FC Porto, é altamente provável que Mehdi Taremi tenha tido responsabilidade: esta frase representa uma tendência cada vez mais forte nos últimos tempos, particularmente desde que o iraniano se assumiu como titular.

Em Faro, o avançado chegou ao décimo golo da temporada e já tinha contribuído para outros sete, através de quatro penáltis sofridos (convertidos por um companheiro) e três passes para finalizações bem sucedidas. Números que fazem de Taremi o segundo melhor marcador da equipa, com menos dois golos que Sérgio Oliveira, mas o mais influente, invertendo a posição com o médio, que participou em 16 golos: 12 tiros certeiros e quatro assistências.

De certa forma, pode dizer-se que Taremi está a cumprir aquilo que o seu histórico prometia. É que, pela sexta época consecutiva, o ponta de lança de 28 anos atingiu a marca dos dez golos. De prometedor a certeza, decorreu o espaço que o Sérgio Conceição entendeu ser necessário para a adaptação do avançado a uma nova forma de jogar. Recentemente, o treinador até admitiu que Taremi andou “um bocadinho mais tristonho” nessa fase de transição, mas a verdade é que a aposta está a ter alto rendimento. Taremi fixa-se na titularidade no início de dezembro, na receção ao Tondela para o campeonato e, daí para a frente, somou dez jogos nessa condição – pelo meio, ficou no banco na deslocação ao Olympiacos e fez os últimos cinco minutos na visita do Paços de Ferreira ao Dragão, para a Taça da Liga.

Nessas dez partidas, apenas uma (Moreirense) teve golos sem qualquer participação do internacional iraniano. Nas restantes, Taremi marcou, assistiu ou sofreu um penálti. Dito de outra forma, e para sintetizar, o camisola 9 dos dragões teve influência em 60% dos últimos dez golos da equipa.

Consolidada a posição de Taremi, sobram (e aumentam…) outras expectativas: até onde pode chegar? Para já, é seguro dizer que superou o que fez na época passada, ao serviço do Rio Ave. É certo que, ao cabo dos mesmos 23 jogos que tem agora, Taremi também fez dez golos, mas desta vez colecionou-os com menos tempo de utilização. Bem menos até, o equivalente, sensivelmente, a cinco jogos e meio: 1616 minutos na passada temporada, 1134 na atual.

Por outro lado, se aplicarmos esta comparação aos outros avançados da period Conceição, apenas Vincent Aboubakar fez melhor: o camaronês chegou ao seu 23.º jogo de 2017/18 com 21 golos marcados e influência noutros cinco. Marega, nessa época e na seguinte, deixou marca em 18 golos, praticamente o mesmo que Taremi agora, mas com mais minutos de utilização.

Já valeu sete pontos, mas ainda lhe falta a Liga dos Campeões

Se olharmos apenas aos golos – excluindo as assistências e os penáltis que conquistou – que Taremi marcou esta temporada, percebemos que estes se “transformaram” em sete pontos no campeonato para o FC Porto. Marcou um no triunfo (4-3) sobre o Tondela, bisou em Guimarães (2-3) e assinou o único golo da partida diante do Farense. Pelo meio, ainda voltou a marcar aos beirões, que perderam por 2-1 no encontro a contar para a Taça de Portugal. Ou seja, também aí o avançado ex-Rio Ave foi decisivo para o triunfo. Tudo isto aconteceu no último mês e meio depois de o iraniano ter conquistado um lugar no onze de Sérgio Conceição. Por isso, a utilização de Taremi na Liga dos Campeões foi esporádica. Acumulou apenas 27 minutos, distribuídos por três jogos [Manchester City, em Inglaterra, e nos dois com o Marselha] e ainda não fez qualquer golo. Aproximam-se os dois jogos com a Juventus, dos oitavos de last, e o estatuto de Mehdi agora é outro, assim como a forma que tem evidenciado.





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